domingo, 18 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 10 | Meus pêsames

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Xavier está deitado na cama, desde o amanhecer do dia. Camila, desconfiada foi até o quarto ver como estava o marido.
Camila (se deitando na cama): Ô homem, acorda! Você já dormiu demais, não acha? Está uma chuva gostosa lá fora, o céu cheio das nuvens. Você que gosta do tempo assim.
Xavier não responde a esposa. A mulher começa a chacoalhar os ombros do marido, mas nenhuma resposta. Ela então, preocupada, deita sua cabeça no peito de seu esposo. Do nada, ela começa a gritar o nome do esposo.


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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 10 - Meus pêsames -
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CENA 1/Casa do Samuel/Interior/Sala/Início de tarde
Samuel e Sofia chegaram em casa, ele está puxando a orelha da filha. Ao abrir a porta da casa, solta a orelha.
Sofia (entrando): O que vai fazer comigo?
Samuel (entrando): O que eu vou fazer contigo? Vai ficar de castigo por um bom tempo!
Sofia (se jogando no sofá): Está bem senhor raivoso!
Samuel (trancando a porta): Senhor o quê? Tu achas que eu estou brincando né menina?
Sofia (jogada no sofá): Não acho não... tenho certeza...! Haha! Foi muito engraçado a cara que você fez quando a viu, se apaixonou foi?
Samuel (apontando para Sofia): Eu exijo respeito viu senhora...? Agora já pro quarto! Vai! E se a senhorita tentar fugir de novo, vai ver no que vai dar.
Sofia corre sorridente para o quarto e Samuel se senta no sofá.
Samuel (sentado): Oche, onde já se viu isso?

CORTA PARA:
CENA 2/Igreja de São Carlos/Interior/Início de tarde
Larissa está ajoelhada, perto de uma das cadeiras mais próximas dos santos.
Larissa (ajoelhada, próxima dos santos): Abençoe minha menina meu deus! Ela vai precisar.
O padre a vê rezando, se aproxima dela e toca nos ombros da moça. 
Larissa (assustada): Nossa, que susto padre!
Padre Inácio: Larissa, me desculpe. Como a linda moça vai?
Larissa: Estou indo bem... escuta, como você sabe meu nome?
Padre: Acontece que tudo, tudo rola por esta cidade. Eu sei de tudo que acontece olha, eu a reconheci pelo seu rosto. Foi corajosa no passado, tenho certeza de que ainda não perdeu suas forças. Com o que você fez lá atrás, ninguém poderia deixar de fofocar, você sabe muito bem do que eu estou dizendo. Bom, o que veio fazer aqui?
Larissa: Como assim eu vim fazer o que aqui homem? Eu vim rezar, uai! Mas já estou de saída mesmo.
Padre: Que nada, isso aí é desculpa para enrolar o padre. E essa carinha aí? Não é uma das mais alegres.
Larissa: É.. Parece que coisas antigas voltam a me assombrar padre.
Padre: É...? Como assim, sente-se, sente-se.
Os dois se sentam. 
Larissa: É minha filha padre, Natália. Eu não sei mais o que faço, se eu vou ver ela ou deixo tudo do jeito que está.
Padre: Explique melhor?
Larissa: Você já sabe da história minha e de meu..
Padre (interrompendo): Sim, sim!
Larissa: Então deve saber da história de minha menina?
Padre: Não.. Essa história não rolou na cidade.
Larissa (bufando): Minha Natália é fruto de um relacionamento meu com Joel, e não de Gildo.
Padre: Não brinca!
Larissa: Não conte a ninguém padre, nem ela sabe. Foi criada do bom e do melhor com Camila, pelo menos eu acho. Acho que ela sabe da minha existência, mas nem imagina que a mãe dela é uma ex-presidiária e pobre como eu.
Padre: Dou minha palavra! Entrou por este ouvido e saiu pelo outro! Bom, nesse caso acho que é você que escolhe. Quer existir para sua filha, ou quer continuar sendo um rascunho de gente para ela?
Larissa: Eu não sei padre, não estou muito decidida disso.
Padre: Você tem que ter certeza de seus atos. É melhor se decidir agora, não acha?

CORTA PARA:
CENA 3/Residência Lacerda/Quarto/Início de tarde
Todos estão chorando, dentro do quarto onde Camila e Xavier estão. Júlio está deitado próximo ao morto, enquanto Micael está triste, sentadas no chão. Natália chegou correndo, pois acabou de saber da notícia por meio do telefone.
Natália (apavorada, ofegante): Meu pai! Meu pai! O que aconteceu com meu pai?!
Todos olham para o rosto de Natália, que está apavorada. 
Natália (apavorada, chorando): Me respondam!
Acontece que, por telefone, apenas falaram a moça que algo havia acontecido com o pai dela, e não que ele tinha falecido.
Natália (apavorada, ofegante): Meu pai, morreu?! - Falou ela, chorando após ver seu pai deitado na cama dele rodeado de todos. 
- Vamos me respondam! - Continuou.
Camila, que estava de costas para a filha, vira para trás, chorando.
Camila (virando, chorando): Ele amanheceu assim, filha. Nós já sabíamos que ele iria morrer, mas não estávamos preparados... acho que nenhum de nós estava...!

ABERTURA DA WEB:

CENA 4/Casa do Samuel/Fim de tarde
Samuel havia acabado de voltar do supermercado. Ele entra lentamente dentro de sua casa, com as mãos lotadas de sacolas de compra. Ao entrar, não vê ninguém. Ele coloca as sacolas em cima da mesa e vai até o corredor da casa para ir no quarto de sua filha. Ele começa a escutar gritos da menina, pedindo ajuda e socorro. Com tudo ele abre a porta do quarto e flagra Miranda agredindo a "futura enteada".
Samuel (surpreso): O que que está acontecendo aqui?
Miranda (preocupada): Calma, eu posso explicar!
Samuel (surpreso): Você tá de brincadeira, né...? Que cena mais linda que eu estou vendo aqui. Eu te defendi Miranda, sempre acreditei que tudo que Sofia dizia para mim era barbaridade da cabeça dela.
Miranda (preocupada): Calma, deixa eu explicar!
Samuel (surpreso): Acho que não precisa explicar, eu já vi tudo que tinha que ver aqui. Que decepção! Eu sou um idiota mesmo. Saia daqui, saia da minha casa agora, Miranda! Eu nunca mais quero ver teu rosto, nunca mais!
Samuel aponta para fora da casa, enquanto Miranda preocupada começa a chorar.
Miranda (preocupada, chorando): Por favor! Não faça isso! Você nem deixou eu explicar, nem sabe o que aconteceu! Sua filha me xing...
Samuel (interrompendo): Independente do que acontecer, não deveria bater nela. Ela não é nada sua, e nem seria ou será. Que bonito hein, agredindo crianças. Agora arrume suas roupas e chispa daqui.

CORTA PARA:
LETREIRO: DOIS DIAS DEPOIS
CENA 5/Cemitério Tretamango/Dia
Dois dias se passaram. Neste momento, está ocorrendo o enterro do corpo de Xavier. Todos os familiares estão presentes embaixo de uma grande tempestade de chuva. Muitas pessoas vieram, desde parentes, amigos, vizinhos entre outros. Camila está ao lado do caixão, acompanhada de sua filha Natália.
Camila (chorando, próxima ao caixão): Eu não sei que rumo tomar à minha vida, filha. Sinceramente, eu não sei continuar sem meu Xavier.
Natália (ao lado de Camila, de óculos escuros): Não se preocupe, minha mãe. Você ainda tem a mim...! E não só a mim como Júlio e Micael.
Camila (chorando, próxima ao caixão): Não é a mesma coisa, filha. Seu pai mesmo doente esteve ao meu lado.
Uma mulher, que estava próxima as duas se aproxima. Ela está de óculos escuros, cachecol e um grande chapéu preto.
Larissa (ao lado de Natália): Era um homem de bem. Muito querido.
Natália (ao lado de Larissa): É moça. Teve uma morte tranquila e sonolenta... De onde você conhece meu pai?
Larissa (ao lado de Natália): Isso já tem anos, anos. Se não me engano, tu és a filha dele e dessa mulher ao seu lado.
Camila (chorando, próxima ao caixão): Correto.
Larissa (ao lado de Natália): Não sei muito bem se eu conheço seu pai. Foi tudo muito rápido. É uma curta história, mas do mesmo jeito, me recuso a contar, dona Natália. Meus pêsames, a você e à dona Camila.
Larissa se retira lentamente, aparentemente triste.

FIM DO CAPÍTULO
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SERÁ QUE CAMILA RECONHECEU LARISSA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 9 | Não se faça de songo mongo

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Samuel acabou de levantar, foi até o quarto de Sofia ver como ela estava. 
Samuel (abrindo a porta): Acorda filhinha!
Ela não o responde. Ele senta em uma cadeira próxima à cama e começa a falar:
Samuel (se sentando): Eu sei filha, entendo a sua raiva. Mas tem que deixar isso tudo passar, vai ser temporário... isso vai acabar um dia..
Ela não o responde novamente, deixando ele com raiva. 
Samuel (sentado próximo à cama): Agora o gato comeu sua língua foi?
Ele levanta da cadeira e tira os lençóis da cama, e vê que por baixo tinha apenas travesseiros. Ele coloca as mãos na cabeça.
Samuel (desesperado): O que está acontecendo aqui? Cadê você, Sofia?

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 9 - Não se faça de songo mongo -
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CENA 1/Residência Montenegro/Interior/Banheiro/Dia
Larissa está se arrumando em frente ao espelho, para levar Sofia até a feira de São Carlos.
Larissa (se arrumando): Vamos se ajeite logo mocinha, vou ver com Franco se ele te conhece.
Sofia (se arrumando próxima à Larissa): Claro, é óbvio que ele me conhece, aliás, quem ele não conhece nessa cidade?
Larissa (se arrumando): Ótimo, é ainda mais fácil para mim. - falou ela, que pegou pelos braços da menina e levou ela até a feira.

CORTA PARA:
CENA 2/Feira de São Carlos/Dia
Samuel foi até a feira procurar sua filha.
Samuel (falando alto): Sofia! Sofia! Papai está aqui!
Uma moça que estava passando por ele perguntou:
Moça (com sacolas na mão):
O que aconteceu?
Samuel (preocupado): Minha filha sumiu, procurei ela em todos os cantos, não a encontro!
Moça: Meu deus, se você fosse mais responsável...
Samuel (preocupado): Eu nem te conheço e já está me chamando de irresponsável? Dá no pé, vai! Ô filha!
Ele foi até Franco, perguntar se viu a filha dele.
Franco: Sabe que eu não vi nada? Sério mesmo que a menina sumiu?
Samuel (preocupado): Sumiu eu estou falando homem!
Franco: Nunca pensei que a pequenina Sofia faria uma coisa dessas!
Samuel: Muito menos eu que amo tanto aquela garota que não dá valor ao que tem.
Larissa chegou a feira de São Carlos. Lá, foi conversar com Franco.Samuel (colocando as mãos na cabeça, feliz): Meu deus, olha se não é minha filha!
Franco: Quem é viva sempre aparece!
Samuel (correndo de braços abertos): Filha, que saudade!
Samuel abraça a menina que não demonstra estar com saudades.
Samuel:
Que saudades papai sentiu de você! Achei que nunca mais te encontraria!

ABERTURA DA WEB:






A garota fica calada, porém Larissa quebra o silêncio. Ao ver Samuel abraçando Sofia, ela começa a bater palmas.
Larissa (batendo palmas):
Parabéns, uma salva de palmas para ele meu povo!
Samuel (se levantando): Qual a graça?
Ao se levantar, ele se depara com a mulher. Os dois se apaixonam instantaneamente, deixando ela constrangida.
Larissa (gaguejando):
Então vocêêêê... é o irresponsável???
Samuel: Como assim irresponsável?
Larissa: Não se faça de sonso mongo moço, comigo o papo é reto. Fica agredindo uma garotinha dessa idade, ela é um doce de criança.
Samuel (confuso): O quê?
Larissa: Desembucha logo, quero explicações.
Samuel (confuso): Sou eu quem quero explicações. Me diz que assunto é esse, Sofia?

CORTA PARA:
CENA 3/Residência Fontana/Interior/Quarto/Dia
Gael e Giulia acordam com a luz do sol. Ele se desagarra da esposa e levanta da cama.
Giulia (deitada):
Para aonde vai?
Gael (se arrumando): Vou ali na padaria comprar o pão.
Giulia: Não, não vai não. Deixa que eu mesma vou! Já é bom que eu conheço mais a cidade.
Gael (se arrumando): Então tudo bem. Deixe que eu faço o café e cuido de Otávio.

CORTA PARA:
CENA 4/Bar do Pedro/Interior/Início de tarde
Larissa está no bar do Pedro tomando uma cerveja.
Larissa (tomando cerveja):
Me dê mais uma, Pedro. Hoje o dia está ótimo!
Pedro (pegando as bebidas): É, dá pra ver pela cara da senhorita.
Larissa: Eu não sei o que acontece comigo. Uma hora eu tô feliz e outra estou triste ou com raiva. Só sei que esse dia não precisa acabar rápido que nem os outros, estão cheios de surpresas. Acho que é porque eu hoje de manhã gastei tempo com mentiras.
Natália aparece carregando mais caixas de cerveja.
Natália (colocando as caixas no chão):
Pronto Pedro, já terminei meu expediente, já paguei pelo o que eu fiz. Agora posso ir?
Pedro (sorridente): Claro que pode, já devia ter de ido né senhorita Natália?
Enquanto Pedro conversa com a moça, Larissa fica olhando fixamente em Natália e reconhece o rosto de sua neném. Após ela sair, pergunta:- Quem é a moça? - perguntou Larissa.
Pedro (sorridente): É Natália, filha de dona Camila e Xavier, que Deus o cuide!
Larissa: Por quê? Xavier já faleceu?
Pedro: Na verdade não é isso não, mas se ele não tomar cuidado vai ir já já! Xavier está aí, doente e ninguém sabe o que fazer. Nenhum médico sabe qual a reação situação dele. Até o próprio Xavier já diz que já morreu. Mas sabe o que eu acho? Isso tudo foi por causa das bebidas que ele tomava.
Larissa: Eita, depois dessa, vou até parar de beber por hoje. Mas, escuta... eles ainda moram no mesmo local?
Pedro (sorridente): Moram, moram sim. Teve uma época que eles se mudaram para Dama Reinada, mas criaram um negócio por lá que não ficou muito bom e resolveram voltar. Mas me responda, por que dessas perguntas?
Larissa: Nada não Pedro. Nada demais.

CORTA PARA:
CENA 5/Bar do Pedro/Exterior/Início de tarde
Natália acabou de sair do bar. Ela vai caminhando até a casa dela, mas no caminho, encontra vários conhecidos. 
Natália (dando tchau com as mãos): Oi Tarcísio, tudo bem?
Natália (com sorriso no rosto): Oi Paloma como sua filha está grande viu?
A felicidade da moça dura até quando ela se reencontra com Giulia no meio do caminho. Giulia não a reconhece, mas Natália para no meio do caminho e tem uma visão da primeira vez em que viu a moça. Natália segue seu caminho, chocada, já que achou que nunca mais a encontraria.

CORTA PARA:
CENA 6/Residência Lacerda/Interior/Quarto/Início de tarde
Xavier está deitado na cama, desde o amanhecer do dia. Camila, desconfiada foi até o quarto ver como estava o marido.
Camila (se deitando na cama): Ô homem, acorda! Você já dormiu demais, não acha? Está uma chuva gostosa lá fora, o céu cheio das nuvens. Você que gosta do tempo assim.
Xavier não responde a esposa. A mulher começa a chacoalhar os ombros do marido, mas nenhuma resposta. Ela então, preocupada, deita sua cabeça no peito de seu esposo. Do nada, ela começa a gritar o nome do esposo.

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O QUE SERÁ QUE ACONTECEU COM XAVIER? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

O Que Nos Uniu? | Capítulo 8 | O gato comeu sua língua?

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Melissa levantou da cama, se arrumou e foi até a casa de sua amiga confidente, Olívia contar sobre seu sonho. As duas se conhecem desde que elas ainda eram do primário.
Olívia (sentada no sofá, vendo TV): Sério mesmo isso?
Melissa (sentada ao lado): E eu iria mentir? Ele me beijou Olívia! Isso nunca aconteceu nos meus sonhos! Eu apenas o via, mas beijar nunca rolou!
Olívia (sentada ao lado): Enquanto você está aí se doendo, Gael nem lembra mais de você.
Melissa (sentada ao lado): Não foi o que estava em meus sonhos... fizemos juras de amor, ele me beijou entre diversas outras coisas... ele estava muito diferente, sabe...? Mas a principal coisa que eu senti é que ele estava muito, mas muito próximo!

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 8 - O gato comeu sua língua? -

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CENA 1/Residência Fontana/Interior/Dia
Gael e Giulia já chegaram em sua nova casa. Neste momento, ela está sentada no chão, aproveitando o momento em que Otávio está dormindo.
Giulia (sentada no chão): Eita Giulia. Você conseguiu o que queria. Gael só para você, com atenções só para você. E pensar que para conseguir você não foi nada fácil. Eu tive que passar por cima de Natália. Nem imaginava eu que mais tarde moraria na cidade em que a desleixada morava. Eita, é mesmo né? A louca morava aqui em São Carlos. Será que Gael sabe disso? Foi ele quem escolheu morar aqui... mas esta cidade é grande a chance de nos encontrarmos é pouca.
Ela se levanta.
Giulia  (CONTINUANDO):
Eita, eu tô doida é? É só ele sair que eu começo a ficar falando só. Preciso é tomar meus remédios.

CORTA PARA:
CENA 2/Residência Lacerda/Interior/Cozinha/Início de tarde
Todos os membros da família Lacerda estão reunidos na mesa neste momento. Todos estão sorridentes até o momento em que Melissa toca em um curioso assunto.
Melissa (preocupada, sentada): Mãe, eu estou preocupada.
Camila (almoçando, sentada): Como assim filha? Com o quê?
Melissa (preocupada, sentada): Até agora Clara não me ligou... ela me prometeu dentro do carro que quando estivesse próxima à Dama Reinada me ligaria. Ela deveria ter me ligado no início do dia.
Júlio (almoçando): Vai ver ela não teve tempo de ligar.
Xavier (se levantando): Imprevistos acontecem, minha filha.
Camila (se levantando): Ei, onde você pensa que vai, Xavier?
Xavier (se levantando): Vou ali no banheiro...
Camila (segurando os braços de Xavier): Você não tem condições de ir só. Já pensou você escorregar e cair dentro do banheiro? Não tem nem força para se sustentar deitado, imagine em pé. Vai me deixar viúva. Vou ali levar seu pai no banheiro, depois continuamos a conversa.
Melissa (se levantando): E eu vou ajudar Pedro arrumando a cidade para a festa de amanhã.
Júlio (almoçando): Eita, como poderíamos esquecer? Amanhã é a festa de aniversário da nossa querida cidade!
Micael (almoçando): Mamãe, amanhã é o dia em que a gente pode sair pela rua gritando e fazendo bagunça né?
Melissa: É Micael. Só quero que você não coma muitos doces amanhã.

CORTA PARA:
CENA 3/Bar do Pedro/Interior/Fim de tarde
Melissa está ajudando Pedro a decorar o seu bar. 
Melissa (decorando): Essas fitas coloridas ficaram lindas em seu bar, viu Pedro?!
Pedro (sorridente): É eu sei disso. O tiozinho aqui pode até estar velho, mas eu sei muito bem escolher as melhores coisas.
Um moço, aparentemente bem vestido, bonito, entra dentro do bar. É Gael.
Gael (entrando): Opa, poderiam me dizer o que está acontecendo que a cidade está toda decorada?
Pedro (sorridente): Ah é, o moço ainda está desinformado. Amanhã é o aniversário de 200 anos da nossa cidade! Queremos comemorar com tudo o que há de melhor.
Melissa, que estava de costas para o rapaz, vira para trás e fica paralisada ao ver o rosto de Gael.
Gael (sorridente): Bom, eu vim aqui ver se ainda tinham mais bebidas.
Pedro (sorridente): Bom, é claro que tem, sempre tem bebidas. É por isso que o meu bar é o melhor de toda a região!
Gael (sorridente): Me dê aquela lá mesmo.
Pedro pega a bebida e entrega nas mãos de Gael. Porém, na hora em que o moço foi pegar a cerveja, a garrafa caiu junto com sua carteira e quebrou no chão. 

ABERTURA DA WEB:



Gael e Melissa agacharam-se ao mesmo tempo para pegar a carteira e acabam se entreolhando. 
Gael (pegando a carteira): Pode deixar comigo, moça.
Gael aparentemente ficou encantado com a moça.
Melissa (agachada na frente de Gael): Deixe que eu limpo.
Gael se levanta.
Gael: Posso pegar outra?
Pedro: É claro. Cerveja é o que não falta.
Pedro entrega outra bebida para Gael, que vai embora do bar. Melissa, de boca aberta pergunta para Pedro:
- Quem era o moço? - disse ela
- Trata-se de Gael, novo morador daqui da cidade. Ele é gente boa. Não sei não, mas acho que tem algo entre vocês. O olhar que você olhou para ele e o olhar que ele olhou para você não é um olhar normal não... - respondeu ele, rindo.

CORTA PARA:
CENA 4/Casa do Samuel/Interior/Quarto/Fim de tarde
Samuel esperou a filha se acalmar um pouco dentro do quarto para poder conversar com ela. Agora já entardeceu e ele está a caminho do quarto.
 Samuel (batendo na porta): Abre a porta, filha!
Ela não abre, ele pede novamente até a garota abrir. Ao entrar lá dentro, ele senta na cama.
Samuel: Filha, você não pode agir assim com Miranda. Eu sei que não gosta dela, mas fazer o quê? É muito nova, tem 10 anos para ter essa raiva toda dela.
Sofia (chorando): Eu não tenho raiva dela meu pai, tenho de mim. Eu matei a minha mãe!
Samuel: Você não matou sua mãe. Se aconteceu assim, foi porque Deus quis assim.
Sofia: É mentira pai! Vamos logo cair na real, eu já tenho idade para conhecer e descobrir as coisas. Não esconda nada de mim!
Samuel (bufando): Você está de cabeça cheia menina... quer saber? Vá dormir. Acordará amanhã muito melhor. Eu e Miranda também vamos, tudo bem?
Sofia (virando os olhos): Tudo bem pai!
Samuel (apontando para Sofia): Olha não aponta os olhos para mim, viu? Agora boa noite.
Samuel dá um beijo na testa de sua filha.
ALGUMAS HORAS DEPOIS/MADRUGADA
Sofia esperou todos dormirem totalmente para escapar. Ela foge de casa pela janelinha de seu quarto.
Sofia (na janela, olhando para trás): Quero ver vocês me acharem agora!

CORTA PARA:
CENA 5/Vila Nova/São Carlos/Madrugada
Larissa está andando na Vila Nova, dando uma passeada e relembrando os tempos antigos. Não há nenhum movimento na rua, nem de carros nem de motos. Apenas ela está na vila, quando de repente, uma garota correndo e chorando aparece. 
Larissa (preocupada): O que aconteceu menina? - falou ela que pegou nos braços da menina.
Sofia (chorando): Nada não, está tudo bem. - falou a menina, tentando se soltar. 
Larissa: Não, não está nada bem. Me conte, talvez possa ajudar.
Sofia (tentando se soltar): Me solte, por favor!
Larissa: Está bem, pelo menos eu tentei.
Após soltar a menina, ela confessa tudo.
Sofia (chorando): Eu estou fugindo do meu pai e minha madrasta. Eles fizeram coisas horríveis comigo...
Larissa (curiosa): Horríveis como?
Sofia (chorando muito): Eles me agrediram, ela me xinga e diz que vai me colocar no internato porque acha que eu não sou normal.
Larissa (preocupada): Então, pois bem, você vai na minha casa hoje, fica comigo lá até amanhã. Depois eu dou um jeito, mas hoje, fique comigo. Ou você prefere voltar?
Sofia (chorando muito): Você está louca? Nem querendo eu volto para lá até a hora em que minha madrasta sair daquela casa!

CORTA PARA:
CENA 6/Bar do Pedro/Interior/Dia
Melissa foi até o bar do Pedro descansar a mente.
Melissa (aparentemente cansada): Pedro, me arrume alguma coisa pra comer...
Pedro: Nossa, com essa cara a senhora parece que está com uma fome do cão.
Melissa: E estou... só volto pra lá quando as coisas estiverem melhores. Preciso esfriar a mente.
Pedro: Cuidado para quando for não esfriar demais para pegar resfriado.
Melissa: Nossa, Pedro...
Pedro (pegando café): O que aconteceu lá?
Melissa: O mesmo do mesmo, Pedro. Ultimamente Júlio não é mais o mesmo.
Pedro (entregando a xícara de café à moça): Toma esse copo de café quente, é por conta da casa.
Melissa (pegando a xícara): Valeu Pedro, mas eu vou pagar.
Pedro: Que isso menina, se é por conta da casa, é porque é por conta da casa.
Melissa: Não.. eu preciso pagar de alguma forma. Olha, eu trabalho hoje pra você.
Pedro: Ué, se a dama pede, quem sou eu pra contradizer?

CORTA PARA:
CENA 7/Casa do Samuel/Interior/Quarto/Dia
Samuel acabou de levantar, foi até o quarto de Sofia ver como ela estava. 
Samuel (abrindo a porta): Acorda filhinha!
Ela não o responde. Ele senta em uma cadeira próxima à cama e começa a falar:
Samuel (se sentando): Eu sei filha, entendo a sua raiva. Mas tem que deixar isso tudo passar, vai ser temporário... isso vai acabar um dia..
Ela não o responde novamente, deixando ele com raiva. 
Samuel (sentado próximo à cama): Agora o gato comeu sua língua foi?
Ele levanta da cadeira e tira os lençóis da cama, e vê que por baixo tinha apenas travesseiros. Ele coloca as mãos na cabeça.
Samuel (desesperado): O que está acontecendo aqui? Cadê você, Sofia?

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O QUE SERÁ QUE SAMUEL VAI FAZER AGORA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO.

O Que Nos Uniu? | Capítulo 7 | Fizemos juras de amor

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Camila (de braços cruzados, triste): Eu estou calma, Júlio. Eu tenho muito medo de perder meu Xavier, ele é minha estrutura. Olha, eu tô tão preocupada que nem vi o Micael. Cadê meu netinho?
Júlio (se sentando no sofá): Ele estava no sofá. Venha ver sua avó, Micael!
Micael sai correndo do seu quarto sorridente, com um grande tablet em sua mão.
Micael (correndo):
 Cheguei!
Camila (abraçando o neto): Oh, meu netinho! Tanto tempo que não o vejo! A sua mãe já contou que você passará o fim de semana aqui na minha casa, né?
Micael: Falou, ela também falou que vai ter muitos doces!
Camila (sorridente): E ela não mentiu não. Olha, agora vai se arrumar que a vovó vai preparar um almoço delicioso. Agora vai!

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 7 - Fizemos juras de amor -

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CENA 1/Aeroporto de São Carlos/Início de tarde
Gael e Giulia chegaram ao aeroporto de São Carlos. Os dois estão ligando para um táxi para poderem seguir viagem até o centro da cidade.
Gael (ligando para o táxi, conversando): Eu voltei, São Carlos! É aqui que vamos viver juntos meu amor. Eu, você e o Otávio.

Giulia (segurando as malas, sorridente): Então essa é a sua cidade natal, sua terra natal... A tão falada São Carlos!
Gael (ligando para o táxi, conversando): É, mas eu morei aqui por muito pouco tempo. Eu era muito jovem, tinha uns cinco anos de idade quando minha família saiu daqui para ir morar lá em Dama Reinada. Olha, ele atendeu, depois eu volto.
Gael vai para um local mais apropriado para conversar com o motorista, deixando a esposa sozinha com as malas e o seu filho. Rapidamente, ele volta.
Gael (pegando uma das malas, feliz): Vamos, Giulia! Ele vai esperar a gente ali fora!

CORTA PARA:
CENA 2/Centro da cidade São Carlos/Fim de tarde
Melissa está voltando da casa de sua amiga, Kátia. Aparentemente, está andando com pressa e distraída. Ao atravessar a pista, quase é atropelada por um carro preto, já que não viu que o sinal ainda estava fechado. O carro parou antes de chegar até a moça. As janelas do carro descem e de dentro do carro aparece uma mulher, morena falando com ela. 
Giulia (de dentro do carro): Ei moça?! Quer morrer?

Melissa fica chocada ao ver Giulia, que não a reconhece já que ela mudou radicalmente seu visual durante esses anos todos.
Giulia (de dentro do carro): O que foi que está me encarando? Vamos, saia da frente do carro! Vamos motorista, se não sair a gente passa por cima.
A moça atravessa lentamente a rua, encarando Giulia, que fecha as janelas do carro novamente.

CORTA PARA:
CENA 3/Residência Lacerda/Interior/Quarto/Noite
Melissa e Camila estão conversando deitadas em cima da cama, no quarto da última. 
Melissa: Eu tenho certeza minha mãe! Não estou louca! Eu vi a Giulia, dentro do carro! Só que eu acho que ela não me reconheceu...
Camila: Desculpa, mas eu não posso acreditar. Isso é meio impossível. Primeiro que eles moram lá em Dama Reinada, que fica muito longe daqui. Segundo, eles nem sabem da existência dessa São Carlos. A não ser que a senhorita tenha falado para eles.
Melissa: Eu nunca contei para Gael e nem para nenhum dos Fontana onde eu moro. Ele simplesmente nem faz ideia.
Camila: Então... vai que foi um acaso do destino...!
Melissa: Acaso do destino? Eu queria saber o que foi que nos uniu novamente... agora eu nem preciso ir até eles para colocar meu plano em ação. Eles vieram até mim. Isso que é acaso do destino...!

ABERTURA DA WEB:






CENA 4/Residência Lacerda/Interior/Banheiro/Noite
Melissa senta na banheira, toda ensaboada e começa a pensar alto. 
Melissa: Tudo o que minha mãe falou é verdade... eu não consegui te esquecer ainda homem! Como isso? Eu sou muito burra, minha vida é de uma novela só pode. Mas ninguém pode saber que eu estou apaixonada por ti, ninguém. Será que você ainda lembra de mim? Será que ainda pensa em mim como eu penso em você? Eu não aguento mais. Eu preciso me vingar do que vocês me fizeram, mas, ao mesmo tempo eu quero te amar como ninguém nunca te amou! Eu não sei mais o que faço, sinceramente.

CORTA PARA:
CENA 5/Casa do Samuel/Interior/Cozinha/Dia
Samuel, Sofia e Miranda estão tomando o café da manhã na mesa. Miranda é uma amiga dele, o conheceu em um evento dois anos depois do nascimento da filha dele. Ela planeja se casar com ele e se tornar madrasta de Sofia. 
Miranda (servindo a mesa): Tá na mesa!
Samuel (se sentando na mesa): Cadê Sofia?
Miranda (se sentando na mesa): Trancada dentro do quarto. 
Samuel (sentado): Por que não chamou ela?
Miranda (sentada): Adiantaria? Ela está cada vez mais rebelde comigo.
Sofia chega para o café. 
Miranda: Olha filha, coloquei... 
Sofia (interrompendo): Não me chame de filha! Sua nojenta. 
Miranda: Que isso?!
Samuel (se levantando da cadeira): Olha garota, exijo mais respeito com Miranda.
Sofia: E eu exijo que ela não me chame de filha! Ela não pode me chamar de filha, se espera que eu a chame de mãe.
Miranda: Imagina! Samuel, essa menina está criando cada vez mais coisas fictícias na cabeça dela. Ela acha que vou me tornar a madrasta dela. Mas, se no caso eu me tornar, não precisa me chamar de mãe. Mas se quiser, pode me chamar.
Sofia: Não adianta, nem se eu quiser. Minha mãe morreu já tem muito tempo!
Miranda: Foi por sua culpa que sua mãe morreu, morreu de desgosto porque sabia que o resultado seria este!
Sofia fica revoltada com as palavras de Miranda e corre chorando para o quarto. 
Samuel: Volta aqui filha! Olha o que você fez, Miranda?!
Miranda: Falei a pura verdade, ela que não aguentou. Olha Samuel, tá difícil. Eu sei que vou ficar só mais alguns dias aqui, mas sua filha não compreende.
Samuel: Vou ter uma conversinha com ela, tudo vai se resolver.
Miranda: Bom mesmo, quero o bem dela, não o mal.

CORTA PARA:
CENA 6/Residência Montenegro/Interior/Sala/Dia
Uma música de leve, calma e triste está tocando de fundo. Trata-se de Larissa, que está testando para ver se sua velha caixa de som ainda funciona. Ela voltou recentemente para São Carlos, com o objetivo de reencontrar sua filha. Neste momento, ela está sentada no chão, olhando fotografias antigas.
Larissa (sentada no chão, triste): Esse lugar só me traz lembranças tristes... mas também recordo lembranças boas. Parece que foi ontem, Natália. O dia em que te carreguei nos braços, e você vendo a felicidade nos olhos de Xavier e Camila. Eu não pude cuidar de ti, eu até entendo se você não querer me chamar de mãe. Mas saiba que no fundo no fundo, eu te amo. Deve estar uma bela de uma mulher agora, corajosa e gentil. Eu só queria te ver, só queria te ver.

CORTA PARA:
CENA 7
RESIDÊNCIA LACERDA/QUARTO DE MELISSA/DIA
Melissa acorda com um grande susto.
Melissa (apavorada, levantando da cama): O que foi isso? - falou ela, ofegante.
CASA DE OLÍVIA
Melissa levantou da cama, se arrumou e foi até a casa de sua amiga confidente, Olívia contar sobre seu sonho. As duas se conhecem desde que elas ainda eram do primário.
Olívia (sentada no sofá, vendo TV): Sério mesmo isso?
Melissa (sentada ao lado): E eu iria mentir? Ele me beijou Olívia! Isso nunca aconteceu nos meus sonhos! Eu apenas o via, mas beijar nunca rolou!
Olívia (sentada ao lado): Enquanto você está aí se doendo, Gael nem lembra mais de você.
Melissa (sentada ao lado): Não foi o que estava em meus sonhos... fizemos juras de amor, ele me beijou entre diversas outras coisas... ele estava muito diferente, sabe...? Mas a principal coisa que eu senti é que ele estava muito, mas muito próximo!

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MELISSA SONHOU QUE GAEL ESTAVA PRÓXIMO? SERÁ QUE O SONHO DELA ESTAVA CERTO? NÃO PERCA O PRÓXIMO!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 6 | Que merda de virose é essa?

NO CAPÍTULO ANTERIOR
Giulia (sentada, conversando): Mas logo agora que estava tudo pronto? Eu já me preparei. Sinto muito, mas eu não vou perder esta oportunidade que abriu para mim, Enrico.
Enrico (sentado, olhando fotos): Bom, faça da sua vida o que você quiser. Só quero que depois que dar merda, não venha me culpar. Eu mesmo dei o conselho de você não cometer isso.
Giulia (sentada, conversando): Um dia, você e seu filho irão agradecer a mim tudo o que estou fazendo por vocês. 
Enrico (se levantando): Quero ver esse dia comigo ainda de pé!

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 6 - Que merda de virose é essa? -

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CENA 1/Mansão Fontana/Exterior/Quintal/Início de tarde
Gael está pensativo, deitado no gramado do quintal olhando para o céu. Giulia se aproxima dele. 

Giulia (se aproximando de Gael): O que está fazendo aí?

Gael (deitado na grama, olhando o céu): Nada não. Só olhando o céu aqui. O dia está lindo hoje.
Giulia (se deitando ao lado de Gael): Isso eu não posso negar. Olha... me desculpe por agir daquele jeito na mesa.
Gael (deitado na grama, olhando o céu): Não, não precisa se desculpar. Mas eu ainda não entendo o porquê que você agiu daquele jeito.
Giulia (deitada ao lado de Gael): Gael, isso é uma coisa que eu queria falar a você a muito tempo. Desde quando nos conhecemos, lá no colegial. No colegial não, muito antes disso...
Gael (deitado na grama, virando a cabeça): O que tem a me dizer, Giulia? Diga logo. 
Giulia (deitado ao lado de Gael): Gael... acontece que eu... nossa! Isso é muito difícil de dizer, sabe... aquele amor que eu sentia por ti, reascendeu. Eu não entendo o porquê! Eu só quero dizer que eu te amo!
Gael fica surpreso e se levanta. Logo depois, Giulia se levanta. 
Gael (com as mãos na nuca): Você só pode estar de brincadeira comigo. Isso é absolutamente mentira.
Natália chega na mansão dos Fontana. Ela tenta entrar pelo fundo, mas ao ver que estava trancado, vai até o quintal. Ao ir ao quintal para rapidamente ao ver os dois conversando.
Natália (próxima à entrada do quintal): Olha, estão conversando. Gael me disse que não suportava conversa com ela, coitada. Vou esperar aqui então, já que conversa desse tipo se vê uma vez na vida outra na morte.
Giulia (de dentro do quintal): Não é não, Gael! Não é! Eu tenho ciúmes de você! Eu tenho medo de te perder! Eu odeio te ver com ela! Eu quero que você fique comigo, perto de mim!
Gael: Não, não... eu sou namorado dela, está louca?
Giulia (se aproximando de Gael): Sim, louca de amor!
Giulia avança em Gael e o pega de surpresa, o beijando. Natália ao ver a cena, fica arrasada. A moça fica paralisada no local onde está. Brava e furiosa, entra depressa para dentro do quintal.
Gael (assustado): Natália?! Calma amor, nada do que você viu é real.
Natália (surpresa, chorando): Como o que eu vi não era real, Gael? Que bonito, hein. Que cena mais linda será que eu estou atrapalhando esse casalzinho aí? Que casal lixo! E você a detonava pelas costas! Eu vim aqui trazer um presente, não vou mais entregar ele a você! Eu vi, eu vi com meus próprios olhos!
Gael fica preocupado, tentando acalmar a namorada, enquanto Giulia está calada apenas assistindo o desespero da namorada do amado.
Gael (tentando pegar pelos braços de Natália): Calma, vou te contar a história, mas antes entre lá dentro!
Natália (empurrando Gael, chorando): Não precisa, eu já vi tudo que eu tinha que ver aqui. Que decepção! Um a zero para a minha intuição! Eu acreditei na família de vocês. Bem que meus pais sempre avisaram... você conquistou até a confiança da minha irmã! Eu estou muito decepcionada... eu nunca mais quero olhar na sua cara, nunca!
Natália sai chorando, correndo do quintal da mansão Fontana. Gael tenta correr atrás dela, mas é parado por Giulia.
Giulia (segurando Gael): Deixa ela ir. Deixa.

CORTA PARA:
CENA 2/Moradia Lacerda/Início de tarde
INTERIOR/SALA DE ESTAR
Natália chegou chorando em sua casa. Clara que estava vendo a TV, falou preocupada:
Clara: O que aconteceu minha irmã?
Natália: Nada! - falou ela tentando limpar o rosto, subindo as escadas correndo em direção ao quarto. Clara, Camila e Beatriz seguiram a moça.
/QUARTO/
Natália sobe para o quarto e se tranca. Camila passa pela porta e tenta abri-la. 
Camila (batendo na porta): Abra essa porta menina! 
Beatriz (ao lado de Camila): O que deu nela?
Clara (ao lado das duas): Não sei de nada. Ela saiu toda feliz daqui.
Natália (dentro do quarto, chorando): Me deixa aqui dentro, sozinha!
Camila (batendo na porta): Não! Eu exijo que você abra esta porta!
Natália abre a porta do quarto e chorando, corre para as cobertas da cama.
Camila (preocupada): O que está acontecendo minha filha? Conta tudo para mim!
Natália então trancou a porta e contou tudo o que ocorreu para sua mãe. Ela fica chocada, e as duas decidem antecipar a volta para o Brasil, mas desta vez, junto com Natália. 

CORTA PARA:
CENA 3/Aeroporto de Dama Reinada/Dia
LETREIRO: DOIS DIAS DEPOIS
Natália está sentada em um dos bancos do aeroporto, acompanhada de Júlio, um homem que conheceu ali mesmo. 
Natália (sorridente): Gostei de você... é bastante engraçado e gentil.
Júlio (sentado no banco): Que nada, você que é gentil, mas infelizmente agora eu tenho que ir, já vou voar daqui a instantes!
Natália (se levantando): Eu também vou voar daqui a pouco... escuta, para onde o senhorzinho vai?
Júlio (se levantando): Estou voltando para minha bela cidade natal, São Carlos. Você não deve conhecer, é uma cidade gigantesca e bela.
Natália: É claro que eu conheço! Lá também é a minha cidade natal! Mas agora, me conta mesmo... aquilo que você me contou é real?
Júlio (sorridente): É claro que é real! Eu mesmo vivenciei aquilo!
Os dois começam a dar gargalhadas, e prosseguem o caminho. Eles se encontram novamente no avião onde ele, Júlio, se apresenta aos pais da garota.

ABERTURA DA WEB:









CENA 4/Praia Aruane/São Carlos/Dia
LETREIRO: DEZ ANOS DEPOIS
Natália e Júlio estão sentados na areia da praia Aruane, a maior de toda a cidade São Carlos. Os dois estão sorridentes, comemorando os seus dez anos de casados.
Natália (deitada na areia): Olha que linda essa paisagem Júlio... já tem um bom tempo que você não me leva aqui na praia.
Júlio (deitado na areia): É claro que isso é mentira, né amor. Eu te levo aqui todos os anos. Também não são todos que tem dinheiro para levar uma dama como você à essa praia todos os dias, né?
Natália (deitada na areia): Nossa..., mas eu nem sou tão cara assim...! Olha amor, preciso que você pegue Micael da escola. Eu vou levar minha irmã até o aeroporto.
Júlio (deitado na areia): E você vai sozinha para lá?
Natália (deitada na areia): Dona Camila não quer chorar, meu pai também não... vou ter que ir sozinha mesmo!

CORTA PARA:
CENA 5/Aeroporto de São Carlos/Início de tarde
Natália e Clara estão se abraçando fortemente, as duas, chorando.
Natália (abraçando e chorando):
Poxa minha irmã! Tem certeza mesmo?!
Clara (abraçando Natália): Como assim tem certeza? Tenho muita! Mana, isso é um sonho para mim. Passar um tempo novamente em Dama Reinada sempre foi e sempre será meu sonho. Não chora, está bem mana? Isso não é um adeus. Eu volto, não vai demorar muito. Olha, manda um beijo para todo mundo! Vou sentir saudades!
Natália (chorando): Pode deixar! A hora que você quiser voltar, as portas da nossa casa estão livres e abertas. Pode voltar a hora que quiser, sempre será bem recebida.

CORTA PARA:
CENA 6/Residência Lacerda/Interior/Quarto/Início de tarde
Xavier está doente, deitado em sua cama. Sua saúde está seriamente comprometida. 
Xavier (deitado, doente): Poxa vida, Camila. Não fique mais gastando tempo comigo.
Camila (agachada próxima à cama): Como assim amor?
Xavier (deitado, doente): Sabe como é, já estamos velhos. Você tem plena consciência que eu já estou dizendo minhas últimas palavras.
Camila (agachada próxima à cama): Não diga isso nem de brincadeira, ouviu? Você vai se recuperar disso.
Ela se levanta.
Camila (se levantando, com as mãos na cabeça):
Eu fico indignada! Eu fico indignada com a saúde deste país! Como os médicos têm coragem de te deixar nesta situação? Um homem idoso com uma doença que ninguém sabe qual é?!
Júlio chega na casa com seu filho.
Júlio (entrando):
Olá dona Camila. Como está?
Camila (de braços cruzados, de pé): Horrível, meu marido continua doente! O pior é que esses médicos de merda não fazem coisa nenhuma! Apenas servem para dizer que é virose. Tudo bem, se é virose que merda de virose é essa pelo amor de deus? Apenas passam vários remédios, remédios e remédios sem dar simplesmente o porquê.
Júlio (colocando as mochilas no sofá): Calma dona Camila.
Camila (de braços cruzados, triste): Eu estou calma, Júlio. Eu tenho muito medo de perder meu Xavier, ele é minha estrutura. Olha, eu tô tão preocupada que nem vi o Micael. Cadê meu netinho?
Júlio (se sentando no sofá): Ele estava no sofá. Venha ver sua avó, Micael!
Micael sai correndo do seu quarto sorridente, com um grande tablet em sua mão.
Micael (correndo):
Cheguei!
Camila (abraçando o neto): Oh, meu netinho! Tanto tempo que não o vejo! A sua mãe já contou que você passará o fim de semana aqui na minha casa, né?
Micael: Falou, ela também falou que vai ter muitos doces!
Camila (sorridente): E ela não mentiu não. Olha, agora vai se arrumar que a vovó vai preparar um almoço delicioso. Agora vai!

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FIM DO CAPÍTULO. NÃO PERCA O PRÓXIMO!

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 5 | Quero ver esse dia comigo ainda de pé!

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Lis (interrompendo Giulia): Não mecha com homem comprometido! Se você veio para atormentar a cabeça de meu menino, é melhor ir embora dessa casa. Desculpe-me agir assim. Depois conversamos melhor. Tenho outras coisas para fazer.
Lis fecha lentamente a porta do quarto, deixando ela chorando sozinha dentro dele. Após Lis sair, Giulia levanta da cama, tranca a porta e diz:
Giulia (chorando, trancando a porta): Se ele não é meu, não é mais de ninguém!



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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 5 - Quero ver esse dia comigo ainda de pé! -

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CENA 1/Mansão Fontana/Interior/Quarto de hóspedes/Início de tarde
Giulia está abrigando o quarto dos hóspedes na mansão dos Fontana. Nesta cena, aparece sozinha e chorando em cima da cama onde dorme, conversando sozinha. 
Giulia (falando sozinha, chorando, jogada na cama): Tudo vai voltar a ser como era antes... tudo...! Aquele sentimento horrível que dizem ser o amor... vai voltar também! Eu fiz de tudo para te ter no passado Gael, de tudo. Eu quase consegui se não fosse aquele pessoal enxerido. Se não fosse aquela menina irritante, chata. Eu vou tentar de novo... sim, eu sei que você é comprometido. Mas eu sinceramente não acho que você combina com ela. 
Giulia fica em silêncio por alguns minutos. Ela se levanta e se olha no espelho, arruma o cabelo e começa a dar risadas. 
Giulia (CONTINUANDO): Acho... acho não! Tenho certeza que você combina melhor comigo!

CORTA PARA:
CENA 2/Moradia Lacerda/Interior/Cozinha/Início de tarde
Natália e Clara estão almoçando na mesa, enquanto Xavier, Camila e Beatriz estão arrumando as malas.
Xavier: Estou muito ansioso para voltar logo pro Brasil! Voltar para minha casinha, minha terra natal!
Beatrice: E vai me deixar sozinha aqui.
Camila: Não mana, estará na companhia de Natália. Não tem companhia melhor do que a minha filha.
Clara (sentada, almoçando): Tem certeza irmã que você não quer ir conosco?
Natália: Não, eu não vou largar o Gael aqui. Daqui a alguns meses eu marco com ele de ir para lá ver vocês.
Camila: Talvez nós voltaremos daqui a uns cinco meses para vê-la, se ainda estiver aqui. Ainda vou guardar isto aqui, tenho certeza que mudará de ideia. Eu conheço melhor que ninguém as duas filhas que eu tenho.
Natália: Vai ficar esperando à toa.
Clara: Então veremos. Ah, mãe e pai, o motorista ligou para o meu celular avisando que vai chegar aqui daqui a uns três dias no máximo. 
Beatriz: Ótimo! Até lá as coisas estarão cada uma em seus devidos lugares.

CORTA PARA:
CENA 3/Mansão Fontana/Interior/Quarto principal/Tarde
Enrico e Lis estão conversando deitados na cama.
Lis (deitada ao lado de Enrico): Eu tenho que falar uma coisa bastante curiosa, Enrico.
Enrico (deitado ao lado de Lis): Se for para falar da outra família, nem abra a boca, fazendo favor.
Lis (deitada ao lado de Enrico): Não, não é isso. É sobre Giulia.
Enrico (deitado ao lado de Lis, curioso): O que que tem Giulia?
Lis (deitada ao lado de Enrico): Acontece que ontem mesmo ela me revelou uma coisa que me deixou de queixo caído.
Enrico (deitado ao lado de Lis, curioso): O que foi, Lis?
Lis (deitada ao lado de Enrico): Ela me falou que ama Gael, que está loucamente apaixonada por ele.
Enrico (deitado ao lado de Lis, curioso): O quê?

ABERTURA DA WEB:






Lis (deitada ao lado de Enrico): Isso mesmo. Mas bem que eu já desconfiava disso. E esse amor que ela tanto fala parece não ser recente, parece ser desde quando os dois se conheceram lá quando ainda eram dois pirralhos.
Enrico fica pensativo.


CORTA PARA:
CENA 4/Moradia Lacerda/Interior/Quarto/Tarde
Natália está deitada no pé de sua cama, próximo ao guarda-roupa. Ela vai guardar o colar que Gael deu a ela em uma caixa que pegou em cima do guarda-roupa. No mesmo momento, Clara passa pelo quarto e pergunta:
Clara (pegando a toalha do quarto): O que está fazendo?
Natália (olhando para o colar): Nada não. Apenas guardando isto aqui.
Clara (jogando a toalha na cama): O que é isso, Natália? Quem te deu este colar?
Natália (olhando para o colar): Foi Gael, sabe? Ele me deu quando nós fomos para a lagoa.
Clara (se agachando próximo à irmã): Nossa mana, que colar lindo! Deve ter custado caro.
Natália (olhando para o colar): Pode até ter custado, mas não foi ele quem comprou. Pertenceu à mãe dele quando ela era jovem.
Clara (agachada próximo à irmã): E o que que você vai fazer com ele?
Natália (olhando para o colar): Vou guardar, oras... aqui mesmo nesta caixa de lembranças que eu tanto protejo...
Natália coloca o colar dentro da caixa, e a fecha.

CORTA PARA:
CENA 5/Mansão Fontana/Interior/Quarto de hóspedes/Fim de tarde
Enrico e Giulia conversam trancados no quarto de hóspedes. Ele está escorado na parede e ela deitada na cama.
Giulia (deitada na cama): E o que eu ganho com isso?
Enrico (escorado na parede): Ué, mas que pergunta, oras... você fica Gael em seus braços!
Giulia (deitada na cama): Tá, e o que você ganha com isso?
Enrico (escorado na parede): O que eu ganho? Gael vai finalmente largar aquela garota. Só isso já é o suficiente. E aí? Aceita?
Giulia (se levantando da cama): Sei não viu... isso não é certo...! Se for pra fazer isso prefiro fazer do jeito justo.
Enrico (escorado na parede, dando gargalhadas): Quer me matar de tanto rir. Para de ser besta Giulia, eu dei a oportunidade. Olha, eu te pago se você fizer isso. E ninguém vai ficar sabendo, exatamente ninguém. Isso vai morrer no momento em que você cumprir o combinado.
Giulia (se aproximando de Enrico): E se eu não cumprir o combinado?
Enrico (bufando, escorado na parede): Bom, se não cumprir o combinado, beleza. Agora você não pode abrir a boca e sair por aí falando o que eu te falei. Se não se prepare para sofrer as consequências.
Giulia (se aproximando de Enrico): Eu aceito então.
Enrico e Giulia se cumprimentam.

CORTA PARA:
CENA 6/Moradia Lacerda/Interior/Quarto/Dia
Mais um dia se passou. Natália está arrumando a bolsa em cima do sofá. Enquanto isso, Clara está ao lado dela, assistindo televisão. 
Clara (assistindo TV): Aonde que você vai toda produzida?
Natália (dando risadas, sorridente): Vou dar uma lembrança para o Gael. Em troca do colar, darei a ele uma corrente que comprei hoje mesmo de manhã cedo.
Clara (assistindo TV): Que coisa linda, Natália! Você dá corrente para os outros, mas para sua irmã nem uma xuxinha de cabelo.
Natália (sorridente, colocando a bolsa): Calma mana, seu aniversário de 19 anos está chegando! Você nem sabe o que eu e nosso pai estamos preparando. Agora vou indo.

CORTA PARA:
CENA 7/Mansão Fontana/Escritório/Dia
Giulia está sentada em uma cadeira cara a cara com Enrico, no escritório dele. Ele está olhando fotos antigas enquanto ela está falando.
Giulia (sentada, conversando): Você tem certeza disso?
Enrico (sentado, olhando fotos): Absoluta. Acho melhor não interferimos na vida de meu filho deste modo.
Giulia (sentada, conversando): Mas logo agora que estava tudo pronto? Eu já me preparei. Sinto muito, mas eu não vou perder esta oportunidade que abriu para mim, Enrico.
Enrico (sentado, olhando fotos): Bom, faça da sua vida o que você quiser. Só quero que depois que dar merda, não venha me culpar. Eu mesmo dei o conselho de você não cometer isso.
Giulia (sentada, conversando): Um dia, você e seu filho irão agradecer a mim tudo o que estou fazendo por vocês. 
Enrico (se levantando): Quero ver esse dia comigo ainda de pé!

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SERÁ QUE GIULIA VAI CUMPRIR O COMBINADO? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

O Que Nos Uniu? | Capítulo 4 | Se não é meu, não é de ninguém!

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Gael (falando comendo): Eduardo?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Marcos?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Fernando?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não. Pode entrar, Giulia.
Gael (falando comendo, surpreso): Giulia?!

Giulia sai do quarto da empregada Silmara.

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 4 - Se não é meu, não é de ninguém! -

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CENA 1/Mansão Fontana/Interior/Sala de jantar/Início da tarde
Giulia sai do quarto da empregada Silmara. Gael se levanta bruscamente, aparentemente confuso.
Gael: O que diabos Giulia está fazendo aqui?
Lis se revolta com a reação do filho. Ela se levanta e começa a falar grosseiramente.
Lis: Como eu já disse e vou repetir novamente, ela vai ficar por dois meses conosco. Os pais dela fizeram uma viajem de negócios para a Espanha. Ela não podia ir então ficou com a gente.
Gael: Ah, eu não acredito nisso. Perdi a fome.
Gael vai embora.
Giulia (entrando na sala de jantar): Desculpa dona Lis. Mas acho que eu não posso ficar aqui.
Lis: Imagina. Pode ficar sim. Eu só queria saber porque ele agiu assim com você...
/COZINHA/
Gael foi até a cozinha da mansão, para relaxar. Ele está acompanhado de Silmara, empregada doméstica da família.
Silmara (lavando a louça): Escuta aqui, por que esse menino lindo está tão estressado assim?
Gael: Adivinha.
Silmara: É porque Giulia está aqui é?
Gael: Acertou. Aquela menina já foi louca por mim na época de escola. Ela não desgrudava nunca. Ela chegava a ser chata, vivia falando de amor, amor, amor! Eu dei graças a deus quando ela mudou de escola. Duvido nada a tal ainda gostar de mim.
Silmara: Vai ver que ela já te esqueceu. Por que você não aproveita que ela já está aqui para esclarecer as coisas? Aí vocês viram amigos e acabou-se toda a confusão.

CORTA PARA:
CENA 2/Hospital Santa Maria/Tarde
Carla já está amamentando sua filha. Enquanto isso, Samuel conversa com o médico. 

Samuel: Ocorreu tudo bem no parto?

Médico: Tudo ótimo! Agora ela amamenta a criança pela primeira vez, depois vamos pesar a garotinha e medi-la. A enfermeira vai dar o primeiro banho no neném depois ela irá para um berço aquecidinho de observação por meia hora. Depois ele irá ficar alojado junto com a mamãe dele se ela aceitar, se não ele irá para o berçário. Enquanto tudo isso acontece, sua esposa estará em repouso.
Samuel: Tudo bem então... nossa doutor, tenho muito que agradecer. Tu não sabes como estou feliz.
Médico: Temos é que agradecer a Deus, sua menina é muito linda e saudável!

CORTA PARA:
CENA 3/Moradia Lacerda/Exterior/Quintal/Fim de tarde
Xavier está apresentando para Natália o quintal da residência onde estão alojados.
Xavier: Já estamos aqui há um mês e te apresentei de tudo aqui dessa casa, mas com certeza não te mostrei isso daqui.
Ele abre uma porta totalmente velha e enferrujada, ao abrir, o caminho para uma casa na árvore é liberado. Natália se encanta com a casa na árvore e diz:
Natália: Por que não me apresentou isso aqui antes?
Xavier: Sua tia sempre teve medo, eu não sei o porquê.
Natália: Deve ter sido muito divertido brincar aqui em pai!?
Xavier: Ah se não foi menina. Ah se não foi.

Camila vê a porta aberta estranha e acaba entrando. Lá, ela vê Xavier e Natália. 

Camila: O que estão fazendo aqui?
Xavier: Estou mostrando para nossa filha a casinha na árvore que seu pai construiu...
Natália: Foi vovô quem construiu?
Camila: Ah e se não foi. Seu avô construiu muitas coisas aqui, muitas. Lembro até hoje quando seu pai caiu dessa casinha aí.
Xavier (dando gargalhadas): Nós temos memórias de nós pequenos Camila... nos conhecemos quando ainda eramos pequenos pirralhos e estamos juntos até hoje.
Camila: Xavier, a vida me deu conquistas, vitórias, decepções e amores. Você é um dos meus amores e vitórias!
Os dois se beijam. 
Natália: Eu não vim pra cá pra ficar vendo beijo de vocês dois.

ABERTURA DA WEB:








CENA 4/Hospital Santa Maria/Noite
Samuel está sentado em uma cadeira no corredor, esperando mais respostas. O médico se aproxima dele.
Médico (olhando papéis em suas mãos): Senhor Samuel... eu tenho duas notícias para dar a ti. Uma boa e uma ruim.
Samuel (se levantando da cadeira, nervoso): Finalmente doutor, me conta a boa!
Médico (olhando papéis em suas mãos): Olha Samuel, a boa é que seu bebê continua muito bem. Está tudo dentro do normal.
Samuel (em pé, nervoso): E a ruim?
O médico larga a atenção nos papéis e olha fixamente nos olhos de Samuel.
Médico (bufando): Infelizmente, Samuel. Nós tentamos de tudo, de tudo mesmo. Tentamos até deixar por algumas horas em segredo, para tentar tudo, tudo mesmo. Acontece que no fim desta tarde, sua mulher infelizmente veio a falecer.
/HOSPITAL SANTA MARIA/QUARTO DA CARLA/
Samuel está chorando e pedindo piedade para Deus. O médico tentou acalmá-lo, mas nada conseguiu aconchegar o seu coração. O médico pediu para que ele ficasse no quarto da esposa para se despedir.
Samuel (chorando sobre o corpo): Você não pode ficar longe de mim Carla, não agora!
Médico (próximo à Samuel, na porta): Se afaste um pouco do corpo, por favor.
Samuel (chorando sobre o corpo): Não vou, não vou! Eu não tô acreditando! É o fim!
Médico (próximo à Samuel, na porta): Não é o fim! Olhe pra frente, no futuro. Não adianta choramingar, pense no futuro da sua filha! Não adianta correr atrás.
Samuel (virando para trás, cara a cara com o médico): Não adianta correr atrás porque não foi você que perdeu uma pessoa amada.
Médico (próximo à Samuel, na porta): Já perdi muitas pessoas amadas.. Muitas! Já perdi também gente adorada aqui mesmo no hospital. Olha, se aconteceu desse jeito, foi porque Deus quis assim. Sua esposa está em boas mãos. Tenho certeza disso.

CORTA PARA:
CENA 5/Mansão Fontana/Interior/Sala de jantar/Dia
Mais um dia amanheceu. Neste momento, todos estão tomando café na sala de jantar, com exceção de Gael e Giulia, a última, acabou de chegar.
Lis (sentada, comendo): Sente-se! O café está ótimo!
Giulia (se aproximando): Eu não quero café. Eu não quero comer. Vim aqui para pegar uma água.
Giulia veio de uma família de classe média, da Itália. Os seus pais sempre foram refinados, mas nunca ricos, sonham com isso. Ela já foi muito apaixonada por Gael no passado, mas não esconde que o ainda ama no presente.
Lis (sentada, comendo): Por quê? Tem certeza mesmo que não quer tomar um café?
Giulia (pegando água do filtro): Tenho, absoluta.
Lis (sentada, comendo): Olha Giulia, está sem comer desde a manhã de ontem. Desculpe, mas eu te obrigo à sentar nessa mesa e tomar café conosco.
Giulia bufa e se senta na mesa. Parte o pão, passa margarina. Todos estão comendo olhando para ela, que pergunta:
Giulia (sentada, comendo): Onde está Gael?
Enrico (sentado, comendo): Deu uma saída. Não contou pra nós nem para onde foi.
Lis (sentada, comendo): Ultimamente Gael esteve muito saidinho. Quando ele chegar vou perguntar a ele onde estava.
Giulia (sentada, comendo): Ah, dona Lis, esqueci que tenho algo para lhe falar. Preciso conversar com a senhora mais tarde. É um assunto sério.

CORTA PARA:
CENA 6/Praça Boas Flores/Dia
Natália e Gael estão passeando na praça Boas Flores, no centro da cidade de Dama Reinada.
Natália (andando agarrada com Gael): Olha que lindo aquilo, amor!
Gael (dando risada, andando agarrado com ela): Lindo como nós dois somos. Como está sua família, como está você...?
Natália (andando agarrada com Gael): Estou ótima! Minha família também está ótima. E como estão Lis e Enrico?
Gael (dando risada, andando agarrado com ela): Estão ótimos também. Mas minha família não, minha casa não. Já tem um tempo que minha casa ficou com um clima pesado. Agora tentaram colocar Giulia lá...
Natália (andando agarrada com Gael): Por que você implica tanto com ela? Queria conhecê-la.
Gael (andando agarrado com ela): Eu já falei que ela era louca por mim no colegial. Chega irritava... ela vivia atrás de mim e já me fez passar mico em público!
Natália (andando agarrada com Gael): E como foi que vocês se desencontraram?
Gael (andando agarrado com ela): Ela simplesmente se mudou. Ela sofria com o pai dela que era um alcoólico e a mãe dela trabalhava praticamente o dia todo. Só tive notícias de Giulia alguns anos depois, sabendo que ela estava bem e que agora tinha um padastro, que ela chama de pai.
Natália (andando agarrada com Gael): Ela é engraçada? Gentil? Simpática?
Gael (andando agarrado com ela): Fechada, calada. Mas atrás de seu silêncio esconde muita coisa. Parece que só eu daquela casa sei do que Giulia é capaz. Agora vamos deixar de falar dela. Vamos falar de um assunto mais importante, nós dois.

CORTA PARA:
CENA 7/Mansão Fontana/Interior/Quarto de hóspedes/Início de tarde
Lis e Giulia estão sentadas em cima de uma cama no quarto de hóspedes, onde Giulia está dormindo durante este tempo em que fica abrigada na mansão dos Fontana.
Lis (sentada na cama): Por que me chamou aqui, Giulia?
Giulia (em pé, se olhando em frente ao espelho): É sobre seu filho Gael, senhora. É um assunto muito sério que eu queria falar para ti.
Lis (sentada na cama, preocupada): O que ele fez? Foi algo a você?
Giulia (em pé, se olhando em frente ao espelho): Não, não. É algo meu.. é comigo mesma, sabe?!
Lis (sentada na cama, aliviada): Bom, vamos ser diretas no assunto né?
Giulia (indo em direção à cama): Não sei se vai gostar do que vou dizer.
Lis (sentada na cama, nervosa): Vamos, vai que poderei ajudá-la?
Giulia (nervosa, se sentando na cama): Eu gosto muito de seu filho, Lis!
Lis (sentada na cama, nervosa): Ah, disso eu sei, quem não gosta do Gael?
As duas ficam caladas por alguns segundos, cara a cara.
Giulia (nervosa, sentada na cama, cara a cara com Lis): Mas não é gostar desse jeito que a senhora pensa não... é diferente!
Lis (mais nervosa): Desculpe.. seja direta!
Giulia (nervosa, tampando o rosto): Eu amo o seu filho, Lis! Eu amo, amo, eu não consigo tirá-lo da cabeça! Me ajude, por favor!
Lis fica surpresa.
Lis (surpresa, sentada na cama): Mas como assim? Como isso foi acontecer? Isso não pode.. Não pode!
Giulia (sentada ao lado de Lis, chorando): Não sei. Não somos nós quem escolhemos quem queremos amar. O amor não tem motivos para acontecer, Lis!
Lis (surpresa, se levantando): Meu filho é apaixonado por Natália, não por tu! Ele não é seu, é dela!
Giulia (chorando): Mas..
Lis (interrompendo Giulia): Não mecha com homem comprometido! Se você veio para atormentar a cabeça de meu menino, é melhor ir embora dessa casa. Desculpe-me agir assim. Depois conversamos melhor. Tenho outras coisas para fazer.
Lis fecha lentamente a porta do quarto, deixando ela chorando sozinha dentro dele. Após Lis sair, Giulia levanta da cama, tranca a porta e diz:
Giulia (chorando, trancando a porta): Se ele não é meu, não é mais de ninguém!

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O QUE SERÁ QUE GIULIA IRÁ FAZER? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

domingo, 4 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 3 | Meu plano entra em ação

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Larissa (triste, sentada): Então senhor delegado... eu vim desabafar tudo que estava na minha cabeça nessas últimas horas... eu não iria conseguir dormir se não me entregasse.
Delegado: Então, desembucha.
Larissa: Eu matei meu marido.

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 3 - Meu plano entra em ação -

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LETREIRO: VINTE ANOS DEPOIS
CENA 1/Moradia Lacerda/Interior/Quarto/Dia/2006

Natália está deitada em sua cama dentro do quarto de sua mãe adotiva, Camila. Está acompanhada de seu pai Xavier, que está sentado na cama. Xavier contou para sua filha toda a trajetória de Larissa.
Natália (indignada, deitada): Isso só pode ser mentira!
Xavier: Não é não filha.
Natália: Então minha mãe foi presa... por que matou meu pai...?
Xavier: Não era bem seu pai. Era seu padastro. Seu pai foi mais um homem do mundo. Ninguém mais sabe se aquele cara está vivo ou já morreu.
Natália: Mas e minha mãe? Onde ela está?
Xavier: Sua mãe já foi solta da prisão tem alguns anos. Só que nós não sabemos se ela ainda continua morando em São Carlos. Talvez ela continue. Pelo o que eu me lembro, ela não tinha nenhum parente... enfim, eu vi você crescer, eu vi aquele pequeno bebê se tornar essa moça linda que você é! Agora saia deste quarto. Gael chamou você para vê-lo na lagoa.
Natália: Pode deixar que eu já estava me arrumando para ir.
Os dois sorriem, olhando um para o outro.


CORTA PARA:

CENA 2/Mansão Fontana/Interior/Escritório/Dia
Enrico está em seu escritório na mansão dos Fontana. Neste momento, ele está conversando com sua esposa, Lis.
Enrico (sentado em sua cadeira, de costas para Lis): Mas ele não pode se casar com ela e muito menos namorá-la.
Lis (em pé de braços cruzados): É aí que o meu plano entra em ação.
Enrico: Eu ainda não tenho certeza absoluta de que vou usar o plano. Seria usar o coração dos dois.
Lis: Ela vai sair ganhando também, Enrico. Aliás, todos nós iremos. O que acha amor? É a única saída que temos para fazer com que Gael largue de vez aquela Natália enjoada.

CORTA PARA:
CENA 3/Lagoa Águas Claras/Dia
Uma bela visão da lagoa Águas Claras, com águas azuis e brilhantes. Natália e Gael estão brincando de futebol nas águas da lagoa. 
Natália (sorridente): Passa a bola para mim, Gael!
Gael (jogando a bola): Pensa rápido!
Ele joga a bola para ela, que não consegue segurar. Os dois começam a rir até a hora em que ela escorrega e cai na água. Ele corre para segurá-la.
Gael (estendendo a mão): Está tudo bem com você princesa?
Natália (segurando na mão e se levantando): Melhor do que nunca. Você não sabe como eu estou feliz ao seu lado.
Ele puxa ela, e os dois se agarram.
Gael (agarrado com Natália): É claro que sei, sua boba. Mas infelizmente nem tudo está tão bom.
Natália: Calma seu bobo. Seu pai vai aceitar, uma hora ele vai.
Gael e Natália se conheceram quando a moça viajou do Brasil para Portugal. Gael é brasileiro, e também, viajou para o país dos portugueses quando era criança, e acabou morando no país. Os pais de Gael, Lis e Enrico não aceitam o relacionamento dos dois, já que o casal de adultos acha que o melhor partido para o seu filho seria uma moça rica.
Gael: Não, ele não vai. Quando meu pai fica com alguma coisa na mente, ele vai ficar pensando naquilo até a morte. Ele nunca muda de ideia, nunca! E ainda tem a minha mãe para alimentar a mente dele.
Natália: Mas...
Gael: Mas nada Natália. Olha, eu tenho que ir. O almoço deve ficar pronto em alguns minutos, não quero perder, hoje é almoço de domingo!
Natália: Mas já meu nego? Fica mais um pouco. Seus pais nem irão perceber.
Gael: Claro que vão.
Natália dá um mergulho nas águas e quando se levanta novamente, é surpreendida com um beijo dado por Gael.
Gael: Antes de eu ir, tome este lindo colar de presente.
Natália fica surpresa ao ver o colar e começa a sorrir.
Natália: Que colar lindo... eu nem sei o que dizer...! Obrigada!
Gael: Pertenceu à minha mãe quando ela era jovem.
Natália: Agradecida amor!
Ela devolve com mais um beijo na boca. Depois do beijo, sai correndo das águas fazendo sinal de despedida com as mãos para Gael. Ele devolve com um sorriso, e se joga na água. 

ABERTURA DA WEB:








CENA 4/Festa de aniversário da cidade/Avenida Boa Vista/Início de tarde
Está acontecendo neste momento a festa de aniversário da cidade Dama Reinada. A festa parou a avenida inteira. Muita música, bebida e agitação estão ocorrendo agora. Em um veículo, está uma parte da família dos Lacerda, passando de carro olhando a festa. A câmera está mostrando uma visão da parte de cima da avenida. A música e a agitação dão uma suavizada para a entrada de uma voz.
Camila (de dentro do carro, em off): Eita festa animadinha, né?
A câmera entra no carro.

Camila (CONTINUANDO): Pelo menos isso nossa cidade sabe fazer, uma boa festa, gostosa de fazer!
Xavier (dirigindo o carro): Mas o meu problema não é a festa. E sim onde estão nossas filhas.
Camila (do banco traseiro do carro): Ah, não acredito nisso Xavier! Veio para cá apenas para pegar nossas filhas? Deixe elas, homem! São jovens, sabem o que fazem.
Xavier (dirigindo o carro): Esse é o problema. Só porque são adolescentes, acham que podem se mandar ou fazer tudo que bem entenderem. As duas ainda comem as minhas custas.
Camila (do banco traseiro do carro): Escuta aqui, é sério. Se for mesmo atrás das duas é melhor ir parando por aqui.
Xavier (dirigindo o carro, bufando): Mas... tudo bem, eu paro. No entanto, poderia pelo menos me dizer onde a moça foi?
Camila (do banco traseiro do carro): A moça foi se encontrar com o namorado dela, na lagoa!
Xavier (dirigindo o carro, bufando): Meu pai do céu!
Camila (do banco traseiro do carro): Meu pai do céu o que homem? Deixe eles! Ela foi se encontrar com o amor da vida dela.
Xavier (dirigindo o carro, bufando): Amor da vida dela? Tem gente muito melhor atrás de nossa filha. Ela vai escolher logo aquele riquinho metido a besta.
Camila (do banco traseiro do carro): Nossa Xavier! Deixa de ser ridículo, viu?!
A visão vai se distanciando do carro, e a música alta e a agitação da festa voltam.

CORTA PARA:
CENA 5/Moradia Lacerda/Interior/Sala/Início de tarde
Natália entra dentro da casa.
Natália (entrando): Voltei minha irmã amada do meu coração! O que está fazendo com meu vestido, Clara?!
Quando a família Lacerda chegou em Dama Reinada, eles ficaram alojados na casa da irmã de Camila, Beatriz. Clara é a irmã mais nova de Natália. É a filha biológica de Camila e é apenas dois anos mais nova que a irmã.
Clara (sentada no sofá, costurando): Costurando, dããã! Estou sem nada para fazer, resolvi costurar este vestido velho seu que achei no guarda-roupa mofando.
Natália (se sentando): Nem sei para quê. Não vou usá-lo mesmo. Pode ficar para você. Ah, cadê a tia Beatriz?
Clara: Saiu para ir no supermercado. Falou que volta rapidinho. Agora me conta mana, como foi lá na lagoa?
Natália: Você viu que eu nem fui me secar, né? Foi show, demais, demais mesmo! Nunca me diverti tanto ao lado do Gael como hoje. Depois da lagoa eu aproveitei e passei pela festa da cidade.
Clara: Ah, mas você não viu nossos pais lá?
Natália: Não...?
Clara: Ah, pois eles estão lá. Me ligaram agora pouco avisando que estão parados por causa do trânsito.

CORTA PARA:
CENA 6/Hospital Santa Maria/Interior/Início da tarde
Um parto urgente está acontecendo neste momento no Hospital Santa Maria. Carla está dando a luz para seu primeiro filho, com a ajuda e força de Samuel, seu esposo.
Samuel (chorando): Aguenta amor, você é forte! - falou ele, apertando fortemente a mão da esposa.
O neném nasceu. O médico pega a criança, que está chorando bastante, no colo. Ele entrega o recém-nascido para Samuel, que mostra para Carla.
Médico (emocionado): É uma linda menina.
Samuel: Está vendo Carla? Está vendo esta obra de deus?! 
Carla (chorando): Vai ser minha Sofia, Samuel. A minha menininha!

CORTA PARA:
CENA 7/Mansão Fontana/Sala de jantar/Início da tarde
Toda a família Fontana está almoçando na sala de jantar neste momento. Lis e Enrico estão olhando para Gael.
Gael: O que aconteceu? Por que estão me olhando desse jeito?
Lis (comendo, olhando para Gael): Trouxemos uma pessoa especial para ficar por aqui por algum tempo. Ela vai morar conosco por alguns meses, os pais dela viajaram para a Espanha para negócios. É uma pessoa que você não vê a alguns anos, vamos ver se você chuta.
Gael (falando comendo): Eduardo?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Marcos?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Fernando?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não. Pode entrar, Giulia.
Gael (falando comendo, surpreso): Giulia?!
Giulia sai do quarto da empregada Silmara.

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POR QUE SERÁ QUE GAEL FICOU SURPRESO AO SABER QUE GIULIA ERA A NOVA HÓSPEDE DA MANSÃO FONTANA? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO.