NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Camila (de braços cruzados, triste): Eu estou calma, Júlio. Eu tenho muito medo de perder meu Xavier, ele é minha estrutura. Olha, eu tô tão preocupada que nem vi o Micael. Cadê meu netinho?
Júlio (se sentando no sofá): Ele estava no sofá. Venha ver sua avó, Micael!
Micael sai correndo do seu quarto sorridente, com um grande tablet em sua mão.
Micael (correndo): Cheguei!
Micael (correndo): Cheguei!
Camila (abraçando o neto): Oh, meu netinho! Tanto tempo que não o vejo! A sua mãe já contou que você passará o fim de semana aqui na minha casa, né?
Micael: Falou, ela também falou que vai ter muitos doces!
Camila (sorridente): E ela não mentiu não. Olha, agora vai se arrumar que a vovó vai preparar um almoço delicioso. Agora vai!
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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ
[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 7 - Fizemos juras de amor -
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CENA 1/Aeroporto de São Carlos/Início de tarde
Gael e Giulia chegaram ao aeroporto de São Carlos. Os dois estão ligando para um táxi para poderem seguir viagem até o centro da cidade.
Gael (ligando para o táxi, conversando): Eu voltei, São Carlos! É aqui que vamos viver juntos meu amor. Eu, você e o Otávio.
Giulia (segurando as malas, sorridente): Então essa é a sua cidade natal, sua terra natal... A tão falada São Carlos!
Gael (ligando para o táxi, conversando): É, mas eu morei aqui por muito pouco tempo. Eu era muito jovem, tinha uns cinco anos de idade quando minha família saiu daqui para ir morar lá em Dama Reinada. Olha, ele atendeu, depois eu volto.
Gael vai para um local mais apropriado para conversar com o motorista, deixando a esposa sozinha com as malas e o seu filho. Rapidamente, ele volta.
Gael (pegando uma das malas, feliz): Vamos, Giulia! Ele vai esperar a gente ali fora!
CORTA PARA:
CENA 2/Centro da cidade São Carlos/Fim de tarde
Melissa está voltando da casa de sua amiga, Kátia. Aparentemente, está andando com pressa e distraída. Ao atravessar a pista, quase é atropelada por um carro preto, já que não viu que o sinal ainda estava fechado. O carro parou antes de chegar até a moça. As janelas do carro descem e de dentro do carro aparece uma mulher, morena falando com ela.
Giulia (de dentro do carro): Ei moça?! Quer morrer?
Melissa fica chocada ao ver Giulia, que não a reconhece já que ela mudou radicalmente seu visual durante esses anos todos.
Giulia (de dentro do carro): O que foi que está me encarando? Vamos, saia da frente do carro! Vamos motorista, se não sair a gente passa por cima.
A moça atravessa lentamente a rua, encarando Giulia, que fecha as janelas do carro novamente.
CORTA PARA:
CENA 3/Residência Lacerda/Interior/Quarto/Noite
Melissa e Camila estão conversando deitadas em cima da cama, no quarto da última.
Melissa: Eu tenho certeza minha mãe! Não estou louca! Eu vi a Giulia, dentro do carro! Só que eu acho que ela não me reconheceu...
Camila: Desculpa, mas eu não posso acreditar. Isso é meio impossível. Primeiro que eles moram lá em Dama Reinada, que fica muito longe daqui. Segundo, eles nem sabem da existência dessa São Carlos. A não ser que a senhorita tenha falado para eles.
Melissa: Eu nunca contei para Gael e nem para nenhum dos Fontana onde eu moro. Ele simplesmente nem faz ideia.
Camila: Então... vai que foi um acaso do destino...!
Melissa: Acaso do destino? Eu queria saber o que foi que nos uniu novamente... agora eu nem preciso ir até eles para colocar meu plano em ação. Eles vieram até mim. Isso que é acaso do destino...!
ABERTURA DA WEB:
CENA 4/Residência Lacerda/Interior/Banheiro/Noite
Melissa senta na banheira, toda ensaboada e começa a pensar alto.
Melissa: Tudo o que minha mãe falou é verdade... eu não consegui te esquecer ainda homem! Como isso? Eu sou muito burra, minha vida é de uma novela só pode. Mas ninguém pode saber que eu estou apaixonada por ti, ninguém. Será que você ainda lembra de mim? Será que ainda pensa em mim como eu penso em você? Eu não aguento mais. Eu preciso me vingar do que vocês me fizeram, mas, ao mesmo tempo eu quero te amar como ninguém nunca te amou! Eu não sei mais o que faço, sinceramente.
CORTA PARA:
CENA 5/Casa do Samuel/Interior/Cozinha/Dia
Samuel, Sofia e Miranda estão tomando o café da manhã na mesa. Miranda é uma amiga dele, o conheceu em um evento dois anos depois do nascimento da filha dele. Ela planeja se casar com ele e se tornar madrasta de Sofia.
Miranda (servindo a mesa): Tá na mesa!
Samuel (se sentando na mesa): Cadê Sofia?
Miranda (se sentando na mesa): Trancada dentro do quarto.
Samuel (sentado): Por que não chamou ela?
Miranda (sentada): Adiantaria? Ela está cada vez mais rebelde comigo.
Sofia chega para o café.
Miranda: Olha filha, coloquei...
Sofia (interrompendo): Não me chame de filha! Sua nojenta.
Miranda: Que isso?!
Samuel (se levantando da cadeira): Olha garota, exijo mais respeito com Miranda.
Sofia: E eu exijo que ela não me chame de filha! Ela não pode me chamar de filha, se espera que eu a chame de mãe.
Miranda: Imagina! Samuel, essa menina está criando cada vez mais coisas fictícias na cabeça dela. Ela acha que vou me tornar a madrasta dela. Mas, se no caso eu me tornar, não precisa me chamar de mãe. Mas se quiser, pode me chamar.
Sofia: Não adianta, nem se eu quiser. Minha mãe morreu já tem muito tempo!
Miranda: Foi por sua culpa que sua mãe morreu, morreu de desgosto porque sabia que o resultado seria este!
Sofia fica revoltada com as palavras de Miranda e corre chorando para o quarto.
Samuel: Volta aqui filha! Olha o que você fez, Miranda?!
Miranda: Falei a pura verdade, ela que não aguentou. Olha Samuel, tá difícil. Eu sei que vou ficar só mais alguns dias aqui, mas sua filha não compreende.
Samuel: Vou ter uma conversinha com ela, tudo vai se resolver.
Miranda: Bom mesmo, quero o bem dela, não o mal.
CORTA PARA:
CENA 6/Residência Montenegro/Interior/Sala/Dia
Uma música de leve, calma e triste está tocando de fundo. Trata-se de Larissa, que está testando para ver se sua velha caixa de som ainda funciona. Ela voltou recentemente para São Carlos, com o objetivo de reencontrar sua filha. Neste momento, ela está sentada no chão, olhando fotografias antigas.
Larissa (sentada no chão, triste): Esse lugar só me traz lembranças tristes... mas também recordo lembranças boas. Parece que foi ontem, Natália. O dia em que te carreguei nos braços, e você vendo a felicidade nos olhos de Xavier e Camila. Eu não pude cuidar de ti, eu até entendo se você não querer me chamar de mãe. Mas saiba que no fundo no fundo, eu te amo. Deve estar uma bela de uma mulher agora, corajosa e gentil. Eu só queria te ver, só queria te ver.
CORTA PARA:
CENA 7
RESIDÊNCIA LACERDA/QUARTO DE MELISSA/DIA
Melissa acorda com um grande susto.
Melissa (apavorada, levantando da cama): O que foi isso? - falou ela, ofegante.
CASA DE OLÍVIA
Melissa levantou da cama, se arrumou e foi até a casa de sua amiga confidente, Olívia contar sobre seu sonho. As duas se conhecem desde que elas ainda eram do primário.
Olívia (sentada no sofá, vendo TV): Sério mesmo isso?
Melissa (sentada ao lado): E eu iria mentir? Ele me beijou Olívia! Isso nunca aconteceu nos meus sonhos! Eu apenas o via, mas beijar nunca rolou!
Olívia (sentada ao lado): Enquanto você está aí se doendo, Gael nem lembra mais de você.
Melissa (sentada ao lado): Não foi o que estava em meus sonhos... fizemos juras de amor, ele me beijou entre diversas outras coisas... ele estava muito diferente, sabe...? Mas a principal coisa que eu senti é que ele estava muito, mas muito próximo!
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MELISSA SONHOU QUE GAEL ESTAVA PRÓXIMO? SERÁ QUE O SONHO DELA ESTAVA CERTO? NÃO PERCA O PRÓXIMO!
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