segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

O Que Nos Uniu? | Capítulo 4 | Se não é meu, não é de ninguém!

NO CAPÍTULO ANTERIOR:
Gael (falando comendo): Eduardo?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Marcos?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não.
Gael (falando comendo): Fernando?
Lis (comendo, olhando para Gael): Não. Pode entrar, Giulia.
Gael (falando comendo, surpreso): Giulia?!

Giulia sai do quarto da empregada Silmara.

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Uma obra criada e escrita por:
ALLISSOM ANDRÉ

[O QUE NOS UNIU?]
-- CAPÍTULO 4 - Se não é meu, não é de ninguém! -

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CENA 1/Mansão Fontana/Interior/Sala de jantar/Início da tarde
Giulia sai do quarto da empregada Silmara. Gael se levanta bruscamente, aparentemente confuso.
Gael: O que diabos Giulia está fazendo aqui?
Lis se revolta com a reação do filho. Ela se levanta e começa a falar grosseiramente.
Lis: Como eu já disse e vou repetir novamente, ela vai ficar por dois meses conosco. Os pais dela fizeram uma viajem de negócios para a Espanha. Ela não podia ir então ficou com a gente.
Gael: Ah, eu não acredito nisso. Perdi a fome.
Gael vai embora.
Giulia (entrando na sala de jantar): Desculpa dona Lis. Mas acho que eu não posso ficar aqui.
Lis: Imagina. Pode ficar sim. Eu só queria saber porque ele agiu assim com você...
/COZINHA/
Gael foi até a cozinha da mansão, para relaxar. Ele está acompanhado de Silmara, empregada doméstica da família.
Silmara (lavando a louça): Escuta aqui, por que esse menino lindo está tão estressado assim?
Gael: Adivinha.
Silmara: É porque Giulia está aqui é?
Gael: Acertou. Aquela menina já foi louca por mim na época de escola. Ela não desgrudava nunca. Ela chegava a ser chata, vivia falando de amor, amor, amor! Eu dei graças a deus quando ela mudou de escola. Duvido nada a tal ainda gostar de mim.
Silmara: Vai ver que ela já te esqueceu. Por que você não aproveita que ela já está aqui para esclarecer as coisas? Aí vocês viram amigos e acabou-se toda a confusão.

CORTA PARA:
CENA 2/Hospital Santa Maria/Tarde
Carla já está amamentando sua filha. Enquanto isso, Samuel conversa com o médico. 

Samuel: Ocorreu tudo bem no parto?

Médico: Tudo ótimo! Agora ela amamenta a criança pela primeira vez, depois vamos pesar a garotinha e medi-la. A enfermeira vai dar o primeiro banho no neném depois ela irá para um berço aquecidinho de observação por meia hora. Depois ele irá ficar alojado junto com a mamãe dele se ela aceitar, se não ele irá para o berçário. Enquanto tudo isso acontece, sua esposa estará em repouso.
Samuel: Tudo bem então... nossa doutor, tenho muito que agradecer. Tu não sabes como estou feliz.
Médico: Temos é que agradecer a Deus, sua menina é muito linda e saudável!

CORTA PARA:
CENA 3/Moradia Lacerda/Exterior/Quintal/Fim de tarde
Xavier está apresentando para Natália o quintal da residência onde estão alojados.
Xavier: Já estamos aqui há um mês e te apresentei de tudo aqui dessa casa, mas com certeza não te mostrei isso daqui.
Ele abre uma porta totalmente velha e enferrujada, ao abrir, o caminho para uma casa na árvore é liberado. Natália se encanta com a casa na árvore e diz:
Natália: Por que não me apresentou isso aqui antes?
Xavier: Sua tia sempre teve medo, eu não sei o porquê.
Natália: Deve ter sido muito divertido brincar aqui em pai!?
Xavier: Ah se não foi menina. Ah se não foi.

Camila vê a porta aberta estranha e acaba entrando. Lá, ela vê Xavier e Natália. 

Camila: O que estão fazendo aqui?
Xavier: Estou mostrando para nossa filha a casinha na árvore que seu pai construiu...
Natália: Foi vovô quem construiu?
Camila: Ah e se não foi. Seu avô construiu muitas coisas aqui, muitas. Lembro até hoje quando seu pai caiu dessa casinha aí.
Xavier (dando gargalhadas): Nós temos memórias de nós pequenos Camila... nos conhecemos quando ainda eramos pequenos pirralhos e estamos juntos até hoje.
Camila: Xavier, a vida me deu conquistas, vitórias, decepções e amores. Você é um dos meus amores e vitórias!
Os dois se beijam. 
Natália: Eu não vim pra cá pra ficar vendo beijo de vocês dois.

ABERTURA DA WEB:








CENA 4/Hospital Santa Maria/Noite
Samuel está sentado em uma cadeira no corredor, esperando mais respostas. O médico se aproxima dele.
Médico (olhando papéis em suas mãos): Senhor Samuel... eu tenho duas notícias para dar a ti. Uma boa e uma ruim.
Samuel (se levantando da cadeira, nervoso): Finalmente doutor, me conta a boa!
Médico (olhando papéis em suas mãos): Olha Samuel, a boa é que seu bebê continua muito bem. Está tudo dentro do normal.
Samuel (em pé, nervoso): E a ruim?
O médico larga a atenção nos papéis e olha fixamente nos olhos de Samuel.
Médico (bufando): Infelizmente, Samuel. Nós tentamos de tudo, de tudo mesmo. Tentamos até deixar por algumas horas em segredo, para tentar tudo, tudo mesmo. Acontece que no fim desta tarde, sua mulher infelizmente veio a falecer.
/HOSPITAL SANTA MARIA/QUARTO DA CARLA/
Samuel está chorando e pedindo piedade para Deus. O médico tentou acalmá-lo, mas nada conseguiu aconchegar o seu coração. O médico pediu para que ele ficasse no quarto da esposa para se despedir.
Samuel (chorando sobre o corpo): Você não pode ficar longe de mim Carla, não agora!
Médico (próximo à Samuel, na porta): Se afaste um pouco do corpo, por favor.
Samuel (chorando sobre o corpo): Não vou, não vou! Eu não tô acreditando! É o fim!
Médico (próximo à Samuel, na porta): Não é o fim! Olhe pra frente, no futuro. Não adianta choramingar, pense no futuro da sua filha! Não adianta correr atrás.
Samuel (virando para trás, cara a cara com o médico): Não adianta correr atrás porque não foi você que perdeu uma pessoa amada.
Médico (próximo à Samuel, na porta): Já perdi muitas pessoas amadas.. Muitas! Já perdi também gente adorada aqui mesmo no hospital. Olha, se aconteceu desse jeito, foi porque Deus quis assim. Sua esposa está em boas mãos. Tenho certeza disso.

CORTA PARA:
CENA 5/Mansão Fontana/Interior/Sala de jantar/Dia
Mais um dia amanheceu. Neste momento, todos estão tomando café na sala de jantar, com exceção de Gael e Giulia, a última, acabou de chegar.
Lis (sentada, comendo): Sente-se! O café está ótimo!
Giulia (se aproximando): Eu não quero café. Eu não quero comer. Vim aqui para pegar uma água.
Giulia veio de uma família de classe média, da Itália. Os seus pais sempre foram refinados, mas nunca ricos, sonham com isso. Ela já foi muito apaixonada por Gael no passado, mas não esconde que o ainda ama no presente.
Lis (sentada, comendo): Por quê? Tem certeza mesmo que não quer tomar um café?
Giulia (pegando água do filtro): Tenho, absoluta.
Lis (sentada, comendo): Olha Giulia, está sem comer desde a manhã de ontem. Desculpe, mas eu te obrigo à sentar nessa mesa e tomar café conosco.
Giulia bufa e se senta na mesa. Parte o pão, passa margarina. Todos estão comendo olhando para ela, que pergunta:
Giulia (sentada, comendo): Onde está Gael?
Enrico (sentado, comendo): Deu uma saída. Não contou pra nós nem para onde foi.
Lis (sentada, comendo): Ultimamente Gael esteve muito saidinho. Quando ele chegar vou perguntar a ele onde estava.
Giulia (sentada, comendo): Ah, dona Lis, esqueci que tenho algo para lhe falar. Preciso conversar com a senhora mais tarde. É um assunto sério.

CORTA PARA:
CENA 6/Praça Boas Flores/Dia
Natália e Gael estão passeando na praça Boas Flores, no centro da cidade de Dama Reinada.
Natália (andando agarrada com Gael): Olha que lindo aquilo, amor!
Gael (dando risada, andando agarrado com ela): Lindo como nós dois somos. Como está sua família, como está você...?
Natália (andando agarrada com Gael): Estou ótima! Minha família também está ótima. E como estão Lis e Enrico?
Gael (dando risada, andando agarrado com ela): Estão ótimos também. Mas minha família não, minha casa não. Já tem um tempo que minha casa ficou com um clima pesado. Agora tentaram colocar Giulia lá...
Natália (andando agarrada com Gael): Por que você implica tanto com ela? Queria conhecê-la.
Gael (andando agarrado com ela): Eu já falei que ela era louca por mim no colegial. Chega irritava... ela vivia atrás de mim e já me fez passar mico em público!
Natália (andando agarrada com Gael): E como foi que vocês se desencontraram?
Gael (andando agarrado com ela): Ela simplesmente se mudou. Ela sofria com o pai dela que era um alcoólico e a mãe dela trabalhava praticamente o dia todo. Só tive notícias de Giulia alguns anos depois, sabendo que ela estava bem e que agora tinha um padastro, que ela chama de pai.
Natália (andando agarrada com Gael): Ela é engraçada? Gentil? Simpática?
Gael (andando agarrado com ela): Fechada, calada. Mas atrás de seu silêncio esconde muita coisa. Parece que só eu daquela casa sei do que Giulia é capaz. Agora vamos deixar de falar dela. Vamos falar de um assunto mais importante, nós dois.

CORTA PARA:
CENA 7/Mansão Fontana/Interior/Quarto de hóspedes/Início de tarde
Lis e Giulia estão sentadas em cima de uma cama no quarto de hóspedes, onde Giulia está dormindo durante este tempo em que fica abrigada na mansão dos Fontana.
Lis (sentada na cama): Por que me chamou aqui, Giulia?
Giulia (em pé, se olhando em frente ao espelho): É sobre seu filho Gael, senhora. É um assunto muito sério que eu queria falar para ti.
Lis (sentada na cama, preocupada): O que ele fez? Foi algo a você?
Giulia (em pé, se olhando em frente ao espelho): Não, não. É algo meu.. é comigo mesma, sabe?!
Lis (sentada na cama, aliviada): Bom, vamos ser diretas no assunto né?
Giulia (indo em direção à cama): Não sei se vai gostar do que vou dizer.
Lis (sentada na cama, nervosa): Vamos, vai que poderei ajudá-la?
Giulia (nervosa, se sentando na cama): Eu gosto muito de seu filho, Lis!
Lis (sentada na cama, nervosa): Ah, disso eu sei, quem não gosta do Gael?
As duas ficam caladas por alguns segundos, cara a cara.
Giulia (nervosa, sentada na cama, cara a cara com Lis): Mas não é gostar desse jeito que a senhora pensa não... é diferente!
Lis (mais nervosa): Desculpe.. seja direta!
Giulia (nervosa, tampando o rosto): Eu amo o seu filho, Lis! Eu amo, amo, eu não consigo tirá-lo da cabeça! Me ajude, por favor!
Lis fica surpresa.
Lis (surpresa, sentada na cama): Mas como assim? Como isso foi acontecer? Isso não pode.. Não pode!
Giulia (sentada ao lado de Lis, chorando): Não sei. Não somos nós quem escolhemos quem queremos amar. O amor não tem motivos para acontecer, Lis!
Lis (surpresa, se levantando): Meu filho é apaixonado por Natália, não por tu! Ele não é seu, é dela!
Giulia (chorando): Mas..
Lis (interrompendo Giulia): Não mecha com homem comprometido! Se você veio para atormentar a cabeça de meu menino, é melhor ir embora dessa casa. Desculpe-me agir assim. Depois conversamos melhor. Tenho outras coisas para fazer.
Lis fecha lentamente a porta do quarto, deixando ela chorando sozinha dentro dele. Após Lis sair, Giulia levanta da cama, tranca a porta e diz:
Giulia (chorando, trancando a porta): Se ele não é meu, não é mais de ninguém!

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O QUE SERÁ QUE GIULIA IRÁ FAZER? NÃO PERCA O PRÓXIMO CAPÍTULO!

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